quarta-feira, 21 de maio de 2014

Reflexões

Adoro ouvir o som da chuva mansa que cai. Nestes momentos a reflexão acontece e eu fico à mercê de meus pensamentos, que tal qual uma borboleta voa de leve pousando numa bela flor, as palavras vão se ajuntando em frases harmoniosas deslizando sobre o teclado.
No silencio desta sala, somente os pingos da chuva e som do teclado se fazem presente mostrando-me que estar só, não significar estar sozinha pois o universo se faz presente ao meu redor juntamente com meus sentidos em alerta. Saboreio  com um leve arrepio, um cheiro de terra molhada e o sopro do vento que levemente assopra meu rosto como para se fazer presente neste momento único que se fez vivo em meus pensamentos! A musica lenta e suave, enleva meus sentidos numa viajem ao universo infinito e agradeço a Deus por isto!

Catarina

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Família

Desde há muito e muitos tempos, as pessoas vivem em uma sociedade onde a família é o motivador maior de conquistas materiais bem como de consumismo consciente e também no consumismo  exagerado .


A família que se desenvolve numa união onde prevalece amor, valores morais e éticos, com a figura do pai e da mãe sempre presentes,  proporciona estabilidade  psicológica aos seus descendentes, tornando-os confiante no futuro, capazes de enfrentar desafios maiores. Todavia, atualmente inúmeras famílias constam da mãe e filhos sem a presença do pai, sendo portanto muito mais difícil manter a ordem familiar. A  participação de outros familiares se faz necessário na educação destas crianças.Nestes casos, geralmente o consumo é consciente e cuidadoso se fazendo quando necessário sem exagero. A educação se faz muitas vezes precariamente pois a mulher se desdobra entre o trabalho, lar e os filhos. O mais importante é não faltar afeto. Porem nem sempre consegue...
Os tempos mudaram e a liberação da mulher na sociedade, onde o trabalho se faz necessário ao lado de seu parceiro para prover a família e ter mais recursos financeiros direcionados ao progresso do bem futuro, fizeram a  atenção se voltar para o trabalho e o meio social, prejudicando assim na  relação familiar, na presença primordial e necessária junto aos filhos,  na educação básica que influenciará um dia no seu destino. Existe amor mas não demonstrado plenamente e também existe culpa pela distancia inevitável. Para compensar a ausência muitas vezes o consumo de coisas é exagerado.  Dão tudo o que os filhos precisam e também o que eles não precisam, mas falta o principal que é o amor, a cumplicidade do convívio.
Hoje em dia, muitas crianças têm pouco contato com os pais, sendo eles criados muitas vezes em escolinhas desde a mais tenra idade; por babás as quais muitas vezes sem qualificações para educar; por parentes dando uma olhadinha de vez em quando; por avôs já  sem energia para controlá-los; deixados sós quando é mais de um, um cuidando do outro; também pela vizinha que se dispôs para isto mesmo sem ser uma educadora, em troca de algum beneficio pois também está necessitada, ou em creches comunitárias onde recebem cuidados de outras pessoas, geralmente voluntárias. Desta forma é que estão vivendo as crianças atualmente: Temos crianças bem  amadas e educadas e assistidas com carinhos;  algumas bem favorecidas na educação porém distantes do pai e mãe, outras não sendo educadas devidamente tendo tudo e nada tendo, distantes da relação afetiva dos pais; outras tantas sendo deseducadas num meio onde não recebem afetividade nenhuma muito menos educação, distantes do afeto tão necessário para torná-los confiantes e ajustados perante a agressividade da vida; muitas crianças acabam nas ruas devido a falta de cuidados e com  descasos;  outras também  acabam seviciadas e por isso se desviando para um rumo incerto e muitas vezes sem volta,  sem a proteção que viria da família.
Apesar dos meios de comunicação alertarem  para isto, sempre há pessoas despreparadas tendo filhos só por ter como se fosse troféu, ou por descuido mesmo, sem planejamento, de forma irreverente e irresponsável!
Filhos não são brinquedos para se botar no mundo e depois se esquecer disto! Os cuidados com filhos começam quando eles nascem e continuam pela vida em diante por toda a vida!
A qualidade da educação familiar é que vai valer para o bom futuro desta criatura que deve ser concebida por amor e que colocamos no mundo.

Façamos bem nossos deveres de pais, amando e cuidando, ensinando e preparando para o futuro, reservando momentos de laser, momentos estes de valor inestimável para ambos, pais e filhos, pois é no calor do afeto verdadeiro e da confiança,  que se educa  e que se alicerça a família!

Catarina Kist

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sobre felicidade

" A felicidade caracteriza-se pela presença de sentimentos de gratidão, sossego interno, satisfação, bem -estar, segurança, esperança e afeto para consigo e para com os demais. Quando isto acontece, podemos dizer que o manto da felicidade está tecido com as fibras da espiritualidade"

A idade de ser feliz


REFLEXÃO
Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa. 


sábado, 19 de abril de 2014

Uma aula surpreendente!


Primeiro dia de aula, o professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais!- gritou o desagradável professor.
Nelson ficou desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
- Agora sim! – vamos começar. Para que servem as leis? - Perguntou o professor. Os alunos assustados ainda, ficaram  quietos, porém pouco a pouco e timidamente começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja ordem em nossa sociedade.
- Não! – respondeu o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não! Será que ninguém sabe responder a esta pergunta básica!
- Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! – exclamou o brabo  professor.  É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira daquele professor desconhecido, ainda mais que era sua primeira aula. Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais?- perguntou o professor.
Para diferenciar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Não! – responderam todos a uma só voz.
- Poderiam dizer que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para pratica - la  e exigir que à pratiquem?  Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos.  A omissão é tão grave quanto a injustiça.  Não voltem a ficar calados, nunca mais!
O conceito a ser aprendido: “Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia”. Certo?

Por favor, alguém vá buscar o Nelson, ele está do lado de fora, ao lado da porta.  Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período e só vim ajudar nesta primeira aula. Abraços e bom dia!