sábado, 19 de abril de 2014

Uma aula surpreendente!


Primeiro dia de aula, o professor de “Introdução ao Direito” entrou na sala e a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava sentado na primeira fila:
- Qual o seu nome?
- Chamo-me Nelson, Senhor.
- Saia de minha aula e não volte nunca mais!- gritou o desagradável professor.
Nelson ficou desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se rapidamente recolheu suas coisas e saiu da sala.
Todos estavam assustados e indignados, porém ninguém falou nada.
- Agora sim! – vamos começar. Para que servem as leis? - Perguntou o professor. Os alunos assustados ainda, ficaram  quietos, porém pouco a pouco e timidamente começaram a responder à sua pergunta:
- Para que haja ordem em nossa sociedade.
- Não! – respondeu o professor.
- Para cumpri-las.
- Não!
- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não! Será que ninguém sabe responder a esta pergunta básica!
- Para que haja justiça – falou timidamente uma garota.
- Até que enfim! – exclamou o brabo  professor.  É isso, para que haja justiça. E agora, para que serve a justiça?
Todos começaram a ficar incomodados pela atitude tão grosseira daquele professor desconhecido, ainda mais que era sua primeira aula. Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais?- perguntou o professor.
Para diferenciar o certo do errado, para premiar a quem faz o bem...
- Não! – responderam todos a uma só voz.
- Poderiam dizer que cometi uma injustiça?
- Sim!
- E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para pratica - la  e exigir que à pratiquem?  Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos.  A omissão é tão grave quanto a injustiça.  Não voltem a ficar calados, nunca mais!
O conceito a ser aprendido: “Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade e a dignidade não se negocia”. Certo?

Por favor, alguém vá buscar o Nelson, ele está do lado de fora, ao lado da porta.  Afinal, ele é o professor, eu sou aluno de outro período e só vim ajudar nesta primeira aula. Abraços e bom dia!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Ontem... Hoje


Hoje, pensamentos me envolvem  no embalo da chuva fina que cai como num sussurro.  Busco nos arquivos guardados, lembranças... écos  de um passado vividos em plenitude de acordo com o tempo. De origem no passado, as lembranças brincam de esconde – esconde, ora alegres ora tristes, ora saudosas, e só Deus sabe porque,  até então  eu ainda não consigo lidar com isso.
Às vezes o passado interrompe meu presente sem pedir licença, e se instala como se fosse o grande senhor.  Então mesmo eu não querendo,  sorrateiro ele se chega e toma conta de meus pensamentos. Nesses momentos, para acabar com a nostalgia eu escuto  Gone do U2, e volto para o presente, feliz por ter superado até então, e minhas lembranças se tornam  em momentos gloriosos já vividos lá no túnel do tempo. 
Ontem

Éramos oito pessoas na família, juntamente com o pai e a mãe.
Quando criança, eu era muito vivaz, e também muito sensível. Adorava correr pelo pátio, vendo as folhas das árvores caindo sobre minha cabeça e  sentindo o vento agitar meus cabelos quando soprava o vento Minuano.  O frio gelava meu sangue, mas o prazer de desfrutar o vento era maior. Me sentia como parte dele, o próprio vento!
Vendo o passado desfilar em minha mente, chego a sentir o frio cortante que naquela época  fazia.
A rua onde morávamos, era de chão batido rodeada de mato e campo. Era uma rua de pouca vizinhança e difícil de se caminhar nela pois  sendo uma lomba arenosa, escorregávamos muito.
Como toda criança eu gostava muito de subir nas árvores. Eu sabia, exatamente onde e quando havia frutas do mato para buscar,  como pitangas araçás, amoras e goiabas e as vezes até morangos silvestres. Eu me deleitava com isto.

Eu e minhas irmãs gostávamos de passear no mato e descobrir bonitos recantos. Ficávamos brincando de balanço nos cipós ali existentes. Era tão bom brincar assim que esquecíamos o tempo passar. Naquela época não havia perigos como hoje atualmente existe. A liberdade era verdadeira e desfrutávamos disto com muita alegria e simplicidade. Não sei como, eu sempre encontrava filhotes de passarinhos nas encostas do mato o que me deixava feliz e preocupada com eles. Eu não sabia exatamente o que fazer para devolvê-los para sua espécie. Então eu os levava para casa e colocava dentro de uma caixa, encima de um pano. Não me esquecia de manter a caixa no alto para que o gato não os pegasse.  Geralmente eles morriam apesar de alimentá-los. Eu não sabia como cuidar direito.



Nas noites de verão, noites quentes e abafadas, o pai ficava sentado na área da casa tomando chimarrão com a mãe, e nós ficávamos brincando de pegar  vaga-lumes. Eles  formavam rabiscos de luz na noite, nos encantando.  A parte iluminada, geralmente na cor verde florescente dos vaga-lumes que também são chamados de Pirilampos, fica na parte inferior da região abdominal, e a bioluminescência (emissão de luzes por alguns animais) tornavam nossas noites especiais, riscando a noite com sua luz. Era bonito de se ver quando em noites  muito quentes e muito escuras os vaga-lumes apareciam em grandes quantidades para iluminar o mato e ao redor. Ficávamos correndo atrás deles para pegá-los, e soltá-los dentro de casa para tudo iluminar (e era possível!).



Só para nosso deslumbramento naquele tempo, as cigarras e os grilos e sapos faziam serenata para nós.
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Mais ou menos neste período, veio morar perto de nossa casa, uma nova família que mais tarde haveriam de  ser nossos grandes amigos;  a menininha daquela época a nova vizinha , se tornou minha grande amiga e hoje é madrinha de minha filha.

Hoje
continuo morando nesta mesma rua, só que completamente mudada a rua e eu. A rua está pavimentada e completamente habitada com novos moradores, restando uns poucos daquele tempo, que ainda vivem. Eu era criança quando vim morar aqui e hoje, após viver longa história de encantos e desencantos, ilusões e desilusões,  com os filhos casados  mas não distantes,  continuo aqui.  Já não vejo mais os vaga-lumes.  A rua agora é completamente habitada, asfaltada, movimentada e iluminada.  Já não encontro mais filhotes de pássaros em meus caminhos. Os campos outrora imensos e com vacas pastando sumiram para dar lugar a moradias; as flores do campo se tornaram raras em meus caminhos e agora as vejo  no Google e em minhas lembranças ou quando saio à passeio. Uma pergunta não me sai da cabeça: para onde foram meus Pirilampos? Onde estão meus recantos de sombra fresca e as frutas silvestres? Sei que o tempo passa e tudo muda, mas isto não impede que eu os guarde com carinho na mente para reviver a magia  nas minhas lembranças, With  or without.
 Enquanto escrevo minhas memórias, a música  Unforgettable Fire passa e repassa na minha mente, então ligo meu som para escutá- los. Eu nunca imaginei que um dia, eu haveria de gostar tanto assim de uma banda de rock. Suas músicas embalam  minhas lembranças em vários momentos,  tornando-os mágicos e  com prazer  de lembrar o que já fez  parte de mim e que ficou  para trás, juntamente com os sonhos  de outrora que já não brilham mais.


           Catarina Kist

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Exagerada

Sou uma exagerada por natureza! Tudo quanto gosto, gosto demais. Se faço um trabalho com flores quero colocar todas as espécies se possível; se é com bicho, paisagens,  é a mesma coisa. Isto complica um pouco pois requer muito tempo de pesquisa e muita paciência na hora da escolha. Preciso moderar um pouco, o que acho muito difícil, uma vez que curto demais conhecer as coisas que a natureza me oferece!
Assim deixo registrado para mim, tudo aquilo que me deixou curiosa  e que, em algum momento, me envolveu em encantamento e me fez feliz, para depois compartilhar!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Voltei !


 

Depois de quase um mês afastada do computador que já não me aguentava mais, voltei. Com tantos erros e acertos virtuais e muitas brigas às vezes, fiz backup do que me interessava , deletei arquivos que para mim não eram importantes mas que para o computador faziam parte do "Cérebro", descompassando ele de tal modo que mais parecia um bêbado caindo ( a internet) todo tempo, fazendo coisas que eu não queria, também não sei se foi por isso, pois eu estava pensando que o haviam transformado em uma máquina zumbi! Mandei para o espaço quase tudo, tentando obter mais espaço . Usei um Pen Drive para armazenar arquivos que eu de maneira alguma queria me desfazer, confesso que estava com medo de perder muitos trabalhos ainda não postados. Fui aprendendo como lidar melhor com esta máquina chamada computador. Quase perdi a briga. Só de pensar que adquirindo outro computador, estaria acrescentando mais lixo eletrônico à muitos outros já existentes não me deixava nada feliz. De dois velhos computadores fiz um bem melhorado, que servirá para me servir nas coisas que gosto e creiam não preciso mais do que isto. 
Sei que perdi muitos lances, muitos aniversários e novidades. Aos aniversariantes meus votos de felicidades e muita saúde, aos amigos minhas saudades. Vou estranhar no primeiro momento mas logo me acostumarei de novo. É bom estar de volta!
Enquanto estava afastada vendo as coisa que aconteciam ao meu redor, tive vontade de compartilhar a frustração de ver como somos ludibriados com falsas promessas politicas. Estamos começando mais um ano letivo e tudo continua na mesma. As escolas estão em estado precários, quando deveriam estar prontas para receber os alunos. O governo parece que se esqueceu de suas funções. A greve dos rodoviários serviu somente para a reposição salarial com poucas vantagens, deixando a classe ainda insatisfeita. O povo foi prejudicado no seu direito de ir e vir, gastando a reserva que tinha. Estas greves não deveriam prejudicar o cidadão que trabalha para seu sustento. Os motoristas poderiam fazer a greve trabalhando, porém não cobrando a passagem. Seria um jeito de forçar a situação sem prejudicar o trabalhador.
Estou enojada com estas noticias dos corruptos do mensalão. São dadas tantas regalias, que mais parecem heróis da corrupção. E eles se sentem assim! Parece que não existe vergonha pelo ato cometido, muito pelo contrário, a vergonha é nossa! Queria ver se uma pessoa comum receberia todas estas vantagens que eles recebem. Estamos num ano de eleições, de Copa do Mundo, de muitos transtorno sociais, de muita gente morrendo por falta de leitos hospitalares e de outras tantas sofrendo as consequências do descaso, e esta lentidão para solução de coisas simples e óbvias. Até parece que acreditamos em promessas!
Parece que a Presidente só tem olhos para a copa, e o resto que se dane.
Sinto-me revoltada com tudo isto.
Está mais que na hora de mudar!
Está em nossas mãos!